Sobre Miguel Ângelo
Miguel Ângelo é contrabaixista, compositor e produtor português, com um percurso consolidado na cena do jazz contemporâneo.
Iniciou o seu percurso musical na Tuna Musical de Fiães, onde frequentou aulas de formação musical, guitarra e contrabaixo. Nos seus primeiros anos de atividade integrou o projeto de rock Curtes Baldei-me, assumindo funções de guitarrista e baixista.
Prosseguiu os seus estudos na Escola de Jazz do Porto, onde trabalhou baixo elétrico sob orientação do contrabaixista Alberto Jorge. Embora o rock tenha marcado a sua fase inicial, foi o jazz que viria a afirmar-se como a sua principal linguagem artística. Ainda sob orientação de Alberto Jorge, retomou o estudo do contrabaixo e integrou classes de combo orientadas pelo pianista Paulo Gomes, aprofundando posteriormente a sua formação com os contrabaixistas Pedro Barreiros e António Augusto Aguiar.
Paralelamente ao seu percurso musical, concluiu a Licenciatura em Informática e Matemática Aplicada pela Universidade Portucalense. Mais tarde regressou ao ensino superior para se dedicar plenamente à música, licenciando-se em Contrabaixo/Jazz na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) em 2008.
Na ESMAE estudou com músicos como António Augusto Aguiar, Damien Cabaud, Carlos Bica, Zé Eduardo, Michael Lauren, Nuno Ferreira, Carlos Azevedo, Pedro Guedes e Telmo Marques, entre outros. Participou igualmente em diversos workshops com músicos como Carlos Bica, Thomas Morgan e Dan Weiss.
Como líder, editou os álbuns BRANCO (2013), A Vida de X (2016) e Dança dos Desastrados (2021), todos editados pela Porta-Jazz. Em 2017 lançou o seu primeiro álbum a solo de contrabaixo, I Think I’m Going to Eat Dessert (Creative Sources Records).
Em 2019, iniciou o projeto Miguel Ângelo Utopia (MAU), que editou o álbum UTOPIA nesse mesmo ano.
Em 2025, lançou DISTOPIA, álbum do seu trio amplamente elogiado pela crítica nacional e internacional e distinguido pela revista Jazz.pt e pelo programa Verdes Anos da Antena 1 como um dos melhores discos nacionais de jazz do ano.
Para além dos seus projetos como líder, integrou o grupo MAP, com o qual gravou quatro álbuns, entre os quais MAP + Chris Cheek, resultado da colaboração com o reconhecido saxofonista norte-americano.
Integra também o Ensemble Super Moderne, cujo disco de estreia foi considerado pela crítica o melhor disco nacional de jazz de 2014.
É ainda colíder do coletivo MAZAM, com João Mortágua, Carlos Azevedo e Mário Costa, responsável pelos álbuns Land, Pilgrimage e Pilgrimage Vol. II.
Ao longo da sua carreira colaborou com diversos músicos nacionais e internacionais, entre os quais Chris Cheek, Ohad Talmor, Dan Weiss e Frank Vaganée.
Atualmente integra diversas formações da cena jazz portuguesa, entre as quais: Trio de Pedro Neves, com cinco álbuns editados; Quarteto de Carlos Azevedo (Serpente, 2022); Sexteto de Luís Ribeiro (A Invenção da Ficção, 2023); Joaquim Rodrigues Septeto (PLEXUS, 2022); Rui Fernandes Quarteto, dedicado à Viola Amarantina, com dois álbuns editados e o Jogo de Damas.
Em 2025, fundou a editora +Records, reforçando a sua atividade enquanto produtor e impulsionador de novos projetos musicais.
Ao longo da sua carreira apresentou-se em numerosos concertos e festivais em Portugal e no estrangeiro, com atuações em países como Egito, Cabo Verde, França e Espanha, destacando-se participações em festivais como Kriol Jazz Festival, AngraJazz, Festival Porta-Jazz, Festa do Jazz do Teatro São Luiz, ImaxinaSons (Vigo), Festival Internacional de Cangas e Festival Internacional de Jazz do Cairo.
Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve também trabalho pedagógico, sendo docente no Colégio Internato dos Carvalhos, onde concilia a atividade de ensino com a sua carreira como músico e compositor.
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